O vídeo de hoje traz-nos o grande maestro do século XX, Herbert von Karajan a dirigir dois intermezzos sinfónicos. O primeiro intermezzo é da ópera I Pagliacci de Ruggiero Leoncavallo (libretto) e o segundo pertence à ópera Manon Lescaut de Giacomo Puccini (libretto). Estas duas interpretações fazem parte do Silvesterkonzert (Concerto da Noite de S. Silvestre) de 1985 (31/Dez./1985) da Berliner Philharmoniker, ocorrido no Berliner Philharmonie, e do mesmo concerto já foi postado anteriormente a interpretação integral do Bolero de Ravel (link). Espero que gostem.
Duas interpretações magistrais do mestre Karajan (notoriamente debilitado em termos de saúde); o som que o maestro tira da sua orquestra de sempre parece vindo do Céu nestas duas interpretações.
Hoje mergulhamos no repertório da música clássica checa para assistir ao poema sinfónico Die Moldau de Bedřich Smetana (lista de obras do compositor pode ser consultada aqui) numa interpretação da Berliner Philharmoniker dirigida pelo maestro Herbert von Karajan. Esta apresentação ao vivo é a última peça musical do Silvesterkonzert de 1983 (31/Dez./1983) (Concerto da Noite de S. Silvestre) que ocorreu, como sempre, no Berliner Philharmonie. Espero que gostem.
Parte I:
Parte II:
Uma peça genial que ainda ganhou mais beleza nas mãos de Karajan onde, por exemplo, considero soberbo o trabalho do naipe de cordas (desculpem o exagero, mas há momentos em que parecemos estar no Céu). Tal como num poema a transmissão de emoções ao longo desta peça ocorre uma expressividade notável.
Completam-se hoje exactamente 20 anos sobre a morte de um dos maiores maestros da História da Música, Herbert von Karajan (quem quiser ler o obituário do maestro, publicado no New York Times clique aqui). Para relembrar o grande profissional apresento-vos hoje uma série de vídeos e começamos já pelo convite a assistir à interpretação da Rapsódia Húngara nº 2, numa versão para orquestra, composta por Franz Liszt (ver aqui a lista das rapsódias húngaras do compositor) no Silvesterkonzert (Concerto da Noite de S. Silvestre) da Berliner Philharmoniker em 1978 (31/Dez./1978) . Espero que gostem.
1ª Parte:
2ª Parte
Uma peça cheia de sentimentos de raiz cigana (da tragédia à alegria explosiva), impecavelmente transmitidos nesta interpretação dirigida pelo mestre Karajan.
Agora convido-vos a ver um excerto de um documentário sobre a morte do maestro:
Não existe embed code para este vídeo, mas trata-se de uma peça valiosa. Nela participam a filha e a esposa do maestro, Eliette von Karajan. Realço as seguintes ideias, que são pedras fundamentais da vida: a profissão tem de ser uma vocação para se dar tudo o que temos por ela (cheios de motivação) e na vida em sociedade a luta pela paz é o dever mais importante de cada um de nós.
Para terminar assistamos a um excerto de uma entrevista de Karajan em 1981 dada a um dos seus maiores alunos, o maestro Seiji Ozawa:
Eu tive a honra e o gosto de ter no meu círculo de amizades uma pessoa 47 anos mais velha do que eu (faleceu em 2007 com 82 anos) e as conversas que eu tinha com ele (muitas marcaram-me para sempre) tinha um ambiente muito similar a esta entrevista; a pessoa em causa tinha uma postura muito similar à do maestro Karajan. Há aqui mais umas ideias estruturais da vida que gostava de realçar: na música, algo que também se aplica às demais dimensões da vida, o maestro tem um grande trabalho em transmitir o que pretende nos ensaios e no dia da apresentação ao vivo deve apenas orientar, aquela é a hora dos instrumentistas. O chefe transmite as suas ideias e forma as equipas, divide tarefas, cria uma teia de interacções, fomenta o espírito de equipa e o ambiente de confiança entre todos; é grande o trabalho inicial do chefe e posteriormente o seu papel é mais de supervisor geral. Quando não se faz nada disto com profundo sentido do dever, as crises, os maus resultados, o mau ambiente organizacional instalam-se.
Estando nós a pouco mais de um mês da passagem do 20º aniversário da morte do grande maestro Herbert von Karajan (que vai ser celebrado aqui no blog), o convite de hoje é para assistir à interpretação do 2º movimento (Allegretto) da 7ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven (composta entre 1811 e 1812), pela Berliner Philharmoniker e dirigida pelo grande maestro. Este vídeo não indica o ano e local da apresentação ao vivo, mas pelo aspecto físico do maestro e dos instrumentistas desconfio que a mesma terá ocorrido entre 83 e 85. Espero que gostem.
Interpretação sublime de uma das passagens mais belas de toda a música clássica instrumental. Ainda há dias ouvi uma interpretação actual deste movimento por esta mesma orquestra dirigida por Sir Simon Rattle e não gostei nada das combinações de intensidades sonoras no naipe das cordas (perdoe-me quem sabe de música, mas eu não sei explicar melhor). O resultado não tinha nem metade da grandiosidade desta interpretação com Karajan (para mim foi um exemplo para a regra de que pouco vale a um maestro ser um excelente técnico se não tiver aquele não sei quê para jogar com as variáveis musicais e criar um resultado harmonioso, belo e cativante).
Hoje convido-vos a regressar comigo a 1/Jan./1987, para assistirmos no Musikverein de Viena à interpretação de Vergnügungszug - Viagem de Comboio (Fast polka ; Polka rapide ; Polka schnell), op. 281, composta por Johann Strauss filho e que foi uma das peças do Neujarhskonzert der Wiener Philharmoniker, dirigida nesse ano pelo maestro Herbert von Karajan. Espero que gostem.
Johann Strauss teve uma ideia genial de "pôr" uma orquestra a simular os sons dum comboio em viagem. A interpretação dirigida Karajan está perfeita em termos de vida, ritmo e expressividade.
Estando ainda a celebrar o centenário do maestro Herbert von Karajan o convite de hoje é para assistir à interpretação da parte final do 4º movimento da 5ª Sinfonia de Pyotr Ilyich Tchaikovsky (Andante maestoso - Allegro vivace). Esta interpretação faz parte de um concerto ao vivo no Musikverein de Viena (1984) em que a Wiener Philharmoniker foi dirigida por Karajan. Espero que gostem.
Karajan aos 76 anos brindou-nos com uma interpretação magistral. Ele aliou a loucura genial da música de Tchaikovsky ao seu toque genial na escolha dos tempos, o som dos violinos, etc. Eu só tenho pena que o resto da sinfonia não esteja acessível, porque senão era postada na íntegra aqui, trata-se de um exemplo de perfeição. Já a seguir podem ver o vídeo de uma parte do ensaio desta apresentação ao vivo:
Sugiro ainda que assistam à interpretação da mesma parte da sinfonia por Bernstein e façam as vossas comparações (o link do post é referido no post sugerido para ser relembrado, já a seguir).
------------------------------------------------------------------------------------------------- Relembrando posts antigos do blog: Tchaikovsky's Symphony n.5 - Leonard Bernstein 1918 -2008 -------------------------------------------------------------------------------------------------
Ao começo da noite neste dia, exactamente há 20 anos atrás, começava no Berlin Philharmonie o último Silvesterkonzert da Berliner Philharmoniker (31/Dez./1988), dirigido pelo maestro Herbert von Karajan. Convido-vos então a fazer a saída de 2008 com o génio Karajan e numa homenagem mais do que merecida começamos por assistir a um excerto de um documentário onde várias personagens do mundo da música clássica do século XX (alguns têm estatuto de verdadeiras lendas) dão breves opiniões sobre o maestro.
Seguidamente e da peça inicial do concerto,vamos assistir à interpretação do 1º movimento da Sinfonia nº 1 de Sergei Prokofiev (Allegro). Espero que gostem.
Esta sinfonia é lindíssima e sinceramente sugiro vivamente a compra do DVD deste concerto pelo nível genial das interpretações do mesmo. A visão de génio de Karajan observa-se não só na direcção orquestral (desenvolvida já com enorme esforço devido aos graves problemas de saúde que tinha aos 80 anos), mas também nas alterações dos tempos e demais variáveis musicais, que deram um brilho único às peças interpretadas neste concerto.
------------------------------------------------------------------------------------------------- Aproveito para desejar a todos os visitantes do blog uma excelente passagem de ano e que durante 2009 eu possa continuar a merecer o vosso interesse pelas músicas "que vou pondo por aqui".
Uma interpretação fabulosa de uma obra do genial Verdi e Karajan conseguiu interpretar a sua música como poucos. Dentro do que eu conheço, o som que tanto o maestro Karajan como o Georges Prêtre conseguem retirar dos violinos tira-me do sério, parece "vindo das nuvens".
Eu sou fã incondicional das interpretações de Karajan das peças da família Strauss. O efeito do vento pelos violoncelos está impecavelmente conseguido. Eu tenho o DVD deste concerto e verifico que com a idade o maestro ficou muito mais jovial e bem disposto, apesar dos problemas de saúde que já tinha.
Neste documentário fiquei finalmente a conhecer a filha do maestro genial, Isabel Karajan e acho realmente emocionante o testemunho de Kissin, relativamente à sua relação com maestro Karajan, então com 80 anos, que o marcou pela credibilidade dos seus julgamentos acerca dele e pela amizade que se desenvolveu entre os dois. Eu tive vários professores com cerca de mais quatro décadas de idade do que eu (e mesmo um que tinha mais 56 anos de idade) e curiosamente foram eles que me ensinaram que o nosso aperto de mão deve ser vigoroso, porque é um elemento fundamental para nos afirmarmos como pessoas de fibra e confiáveis, junto de quem não nos conhece. Evgeny Kissin refere que o 1º aperto de mão do maestro marcou-o e que a amizade verdadeira de uma pessoa pertencente à geração dos avós dele permitiu libertar nele potencialidades dele próprio que nem conhecia. Num paralelo posso dizer que vivi experiências semelhantes às de Kissin e faço minhas as palavras deste grande pianista.
Continuando a relembrar o Concerto de Ano Novo de 1987 da Wiener Philharmoniker sob a batuta do maestro Herbert von Karajan no Musikverein de Viena, hoje vamos poder assistir à interpretação da Valsa Delírio (Delirien Walzer Op. 212) composta por Josef Strauss em 1867. Espero que gostem.
Dado que este concerto de Ano Novo está muito mal cortado no youtube , a valsa de hoje começa aos 5:41 minutos na 1ª parte e na 2ª parte a partir dos 5:50 minutos está a abertura da opereta Die Fledermaus de Strauss II, que já foi objecto de postagens aqui no blog (a interpretação do Karajan está aqui e a de Seiji Ozawa, aluno de Karajan, está aqui; ambos a dirigirem a Filarmónica de Viena nos Concertos de Ano Novo de 1987 e 2002, respectivamente).
1ª Parte:
2ª Parte:
Uma peça lindíssima com o selo de profissionalismo de uma das melhores orquestras do mundo dirigida aqui por uma verdadeira lenda da música clássica. Karajan "levou-me" para os bailes de gala em Viena de Áustria nos finais do século XIX, o ambiente musical dos mesmos é reproduzido por ele com total fidelidade.
Aproveitando as comemorações do centenário do nascimento do maestro Herbert von Karajan, hoje convido-vos a assistir a uma interpretação da abertura da opereta em três actos, O Barão Cigano ( Der Zigeunerbaron) de Johann Strauss filho numa apresentação ao vivo no Concerto de Ano Novo de 1987 da Wiener Philharmoniker sob a batuta do maestro Karajan no Musikverein de Viena. Espero que gostem.
Karajan apostou numa combinação tempo/ritmo que em conjunto com o grande nível dos instrumentistas desta orquestra tornaram a interpretação memorável, um verdadeiro exemplo de perfeição. É provavelmente um dos casos em que verifico uma das melhores utilizações dos graves para dar solenidade e força à mensagem da música.
Interpretação de alto nível pelo grande maestro já no final da sua vida. Um verdadeiro testemunho de mestria; a direcção musical feita por ele parecia a coisa mais fácil do mundo.
Dado que o vídeo desta peça está muito mal cortado, o mesmo encontra-se dividido em duas partes, sendo que na primeira a parte que interessa começa aos 1:20 minutos e na segunda parte depois do final desta valsa está a apresentação da Annen Polka que já foi objecto de post aqui no blog (ver aqui).
1ª Parte:
2ª Parte:
Nesta valsa Karajan presenteou-nos com umas sequências de violinos capazes de levar a alma de uma pessoa para as nuvens. Suponho que ao seu enorme talento como músico também se evidenciam nesta interpretação as suas origens burguesas, austríacas e da cidade de Salzburgo no início do século XX (ele nasceu na pátria da família Strauss).
Um Karajan já com 76 anos marcou este concerto de 31/12/84 com o seu selo de génio na parte de direcção coral e de orquestra. Esta interpretação do Magnificat é um verdadeiro exemplo de excelência em termos musicais. Além disso foi uma oportunidade para ver o maestro Karajan, enquanto pianista virtuoso que era, a tocar ao vivo.
Uma valsa lindíssima, impecavelmente interpretada por esta orquestra, com o toque muito pessoal do maestro e acompanhada por um excelente corpo de bailarinos. Mais uma vez e numa opinião meramente pessoal, considero que os maestros Georges Prêtre e o Karajan são génios do mesmo nível; as suas interpretações seja de que peça musical for, são na maioria esmagadora das vezes verdadeiros exemplos de perfeição (quem quiser relembrar a interpretação dirigida pelo Georges Prêtre clique aqui).
Hoje convido-vos a ouvir um trecho do Silvesterkonzert de 1985 em que podemos ouvir a Rapsódia Húngara nº 5 em Mi menor, composta por Franz Liszt (ver aqui a lista de rapsódias húngaras do compositor) pela Berliner Philharmoniker e dirigida pelo maestro Herbert von Karajan. Espero que gostem.
Trata-se de uma peça com arranjos para orquestra impecavelmente dirigida pelo grande maestro, que na altura já tinha 77anos.
No dia em que se comemoram exactamente 100 anos do nascimento do maestro Herbert von Karajan, pretendo relembrar o concerto da Noite de S. Silvestre em 31/12/1988 (ele faleceu a 16 de Julho do ano seguinte). Seguidamente vamos poder assistir ao 3o movimento - Alegro con fuono, do Concerto para Piano e Orquestra nº 1 de Pyotr Ilyich Tchaikovsky , sendo o solista o então muito jovem pianista Evgeny Kissin.
O maestro Karajan foi um exemplo de entrega total à música até ao fim. Ele jamais será esquecido, não só pelo seu estilo muito especial de dirigir uma orquestra, mas especialmente pela sonoridade singular que conseguia retirar de uma orquestra.