Para hoje temos um vídeo excelente, que só peca por ser curto em duração, onde vamos poder assistir a um excerto da interpretação da composição orquestral, La Mer, de Claude Debussy pela Berliner Philharmoniker dirigida pelo maestro Claudio Abbado. Esta apresentação ao vivo é parte de um concerto dado no Berliner Philharmonie no dia 24/Maio/2009. Espero que gostem.
Aos 76 anos e com a saúde muito abalada (ele teve muita sorte em sobreviver aos problemas de saúde que teve em 2001), o grande maestro demonstrou à frente da sua antiga orquestra as "coisas" maravilhosas que se podem fazer com ela, algo que deixou saudades e não houve, a meu ver, nenhum substituto ao nível do mestre Abbado para tomar as rédeas da BPO (isto é uma opinião pessoal, nada mais).
Voltando hoje ao reportório clássico francês, o vídeo que tenho para vos apresentar hoje é uma interpretação do 4º movimento da 2ª Suite de L'Arlésienne - Farandole, de Georges Bizet pela Berliner Philharmoniker dirigida pelo maestro Mariss Jansons. Esta apresentação ao vivo faz parte do Concerto de Verão de 2002 da Filarmónica de Berlim que se realiza como sempre no Teatro Waldbühne de Berlim. Espero que gostem.
É uma interpretação altamente profissional onde a nitidez do som dos vários instrumentos (na perspectiva de quem ouve) ao longo da peça é verdadeiramente notável e permite apreciar as duas sequências musicais simultâneas da peça de uma forma mais clara (espero que se entenda a ideia ...).
Hoje voltamos à música clássica para assistir a uma interpretação da Barcarole, que é uma ária famosa da ópera Les Contes d'Hoffmann que foi composta por Jaques Offenbach (terminada e estreada logo após a sua morte). Esta apresentação ao vivo é de 1992 e faz parte do concerto anual de Verão da Berliner Philharmoniker (Französische Nacht - Noite Francesa) que ocorreu como sempre no Teatro Waldbühne de Berlim. Espero que gostem.
Georges Prêtre é um intérprete nada menos do que genial desta ária (quem quiser relembrar a interpretação do maestro no ano passado com a Filarmónica de Viena nos Jardins do Palácio de Schonbrünn clique aqui). Isto é perfeição na música e francamente não sei mais o que possa dizer acerca desta obra prima apresentada ao vivo.
O vídeo de hoje traz-nos o grande maestro do século XX, Herbert von Karajan a dirigir dois intermezzos sinfónicos. O primeiro intermezzo é da ópera I Pagliacci de Ruggiero Leoncavallo (libretto) e o segundo pertence à ópera Manon Lescaut de Giacomo Puccini (libretto). Estas duas interpretações fazem parte do Silvesterkonzert (Concerto da Noite de S. Silvestre) de 1985 (31/Dez./1985) da Berliner Philharmoniker, ocorrido no Berliner Philharmonie, e do mesmo concerto já foi postado anteriormente a interpretação integral do Bolero de Ravel (link). Espero que gostem.
Duas interpretações magistrais do mestre Karajan (notoriamente debilitado em termos de saúde); o som que o maestro tira da sua orquestra de sempre parece vindo do Céu nestas duas interpretações.
Hoje mergulhamos no repertório da música clássica checa para assistir ao poema sinfónico Die Moldau de Bedřich Smetana (lista de obras do compositor pode ser consultada aqui) numa interpretação da Berliner Philharmoniker dirigida pelo maestro Herbert von Karajan. Esta apresentação ao vivo é a última peça musical do Silvesterkonzert de 1983 (31/Dez./1983) (Concerto da Noite de S. Silvestre) que ocorreu, como sempre, no Berliner Philharmonie. Espero que gostem.
Parte I:
Parte II:
Uma peça genial que ainda ganhou mais beleza nas mãos de Karajan onde, por exemplo, considero soberbo o trabalho do naipe de cordas (desculpem o exagero, mas há momentos em que parecemos estar no Céu). Tal como num poema a transmissão de emoções ao longo desta peça ocorre uma expressividade notável.
Completam-se hoje exactamente 20 anos sobre a morte de um dos maiores maestros da História da Música, Herbert von Karajan (quem quiser ler o obituário do maestro, publicado no New York Times clique aqui). Para relembrar o grande profissional apresento-vos hoje uma série de vídeos e começamos já pelo convite a assistir à interpretação da Rapsódia Húngara nº 2, numa versão para orquestra, composta por Franz Liszt (ver aqui a lista das rapsódias húngaras do compositor) no Silvesterkonzert (Concerto da Noite de S. Silvestre) da Berliner Philharmoniker em 1978 (31/Dez./1978) . Espero que gostem.
1ª Parte:
2ª Parte
Uma peça cheia de sentimentos de raiz cigana (da tragédia à alegria explosiva), impecavelmente transmitidos nesta interpretação dirigida pelo mestre Karajan.
Agora convido-vos a ver um excerto de um documentário sobre a morte do maestro:
Não existe embed code para este vídeo, mas trata-se de uma peça valiosa. Nela participam a filha e a esposa do maestro, Eliette von Karajan. Realço as seguintes ideias, que são pedras fundamentais da vida: a profissão tem de ser uma vocação para se dar tudo o que temos por ela (cheios de motivação) e na vida em sociedade a luta pela paz é o dever mais importante de cada um de nós.
Para terminar assistamos a um excerto de uma entrevista de Karajan em 1981 dada a um dos seus maiores alunos, o maestro Seiji Ozawa:
Eu tive a honra e o gosto de ter no meu círculo de amizades uma pessoa 47 anos mais velha do que eu (faleceu em 2007 com 82 anos) e as conversas que eu tinha com ele (muitas marcaram-me para sempre) tinha um ambiente muito similar a esta entrevista; a pessoa em causa tinha uma postura muito similar à do maestro Karajan. Há aqui mais umas ideias estruturais da vida que gostava de realçar: na música, algo que também se aplica às demais dimensões da vida, o maestro tem um grande trabalho em transmitir o que pretende nos ensaios e no dia da apresentação ao vivo deve apenas orientar, aquela é a hora dos instrumentistas. O chefe transmite as suas ideias e forma as equipas, divide tarefas, cria uma teia de interacções, fomenta o espírito de equipa e o ambiente de confiança entre todos; é grande o trabalho inicial do chefe e posteriormente o seu papel é mais de supervisor geral. Quando não se faz nada disto com profundo sentido do dever, as crises, os maus resultados, o mau ambiente organizacional instalam-se.
Do universo das marchas militares hoje convido-vos a assistir a uma interpretação da Marcha Florentina. Op. 214, composta em 1907 por Julius Ernst Wilhelm Fučík. Esta apresentação ao vivo faz parte do concerto de Verão de 2006 da Berliner Philharmoniker no Teatro Waldbühne de Berlim e nesse ano a orquestra foi dirigida pelo maestro estoniano Neeme Järvi. Espero que gostem.
Uma interpretação de luxo. Neeme Järvi tem um enorme talento para retirar sons verdadeiramente grandiosos de uma orquestra (na minha opinião ele é inigualável na direcção de marchas) e se a isto associarmos a sua enorme boa disposição no pódio entende-se facilmente a razão pela qual este é um momento musical que que está perto da perfeição.
Estando nós a pouco mais de um mês da passagem do 20º aniversário da morte do grande maestro Herbert von Karajan (que vai ser celebrado aqui no blog), o convite de hoje é para assistir à interpretação do 2º movimento (Allegretto) da 7ª Sinfonia de Ludwig van Beethoven (composta entre 1811 e 1812), pela Berliner Philharmoniker e dirigida pelo grande maestro. Este vídeo não indica o ano e local da apresentação ao vivo, mas pelo aspecto físico do maestro e dos instrumentistas desconfio que a mesma terá ocorrido entre 83 e 85. Espero que gostem.
Interpretação sublime de uma das passagens mais belas de toda a música clássica instrumental. Ainda há dias ouvi uma interpretação actual deste movimento por esta mesma orquestra dirigida por Sir Simon Rattle e não gostei nada das combinações de intensidades sonoras no naipe das cordas (perdoe-me quem sabe de música, mas eu não sei explicar melhor). O resultado não tinha nem metade da grandiosidade desta interpretação com Karajan (para mim foi um exemplo para a regra de que pouco vale a um maestro ser um excelente técnico se não tiver aquele não sei quê para jogar com as variáveis musicais e criar um resultado harmonioso, belo e cativante).
Hoje o convite é para assitir a mais uma interpretação da abertura da ópera Guillaume Tell (libretto) de Gioachino Rossini numa apresentação ao vivo que faz parte do concerto de Verão da Berliner Philharmoniker de 1996 no Teatro Waldbühne de Berlim (link), que nesse ano foi sob a batuta do maestro Claudio Abbado (então director artístico da orquestra). Espero que gostem.
1ª Parte:
2ª Parte:
Uma interpretação de luxo que não deixo de equiparar ao nível daquela que foi feita no último Concerto de Ano Novo no Teatro La Fenice em Veneza sob a direcção de Georges Prêtre (link aqui para quem quiser recordar). O solo de violoncelo é muito superior na versão de Prêtre e a 3ª parte da abertura é melhor na interpretação de Abbado (eu considero o tempo na versão de Prêtre lento demais). A tempestade (2ª parte) é magistral na versão de Prêtre e boa na versão de Abbado e a cavalgada final é perfeita em ambas as versões. no entanto depois há pequenos nadas que prefiro na interpretação do maestro Georges Prêtre, como por exemplo o som dos violinos (algo onde este maestro é insuperável na minha opinião). Apesar destas considerações é reconhecido por uma maioria esmagadora que o maestro Claudio Abbado é provavelmente um dos maiores intérpretes da música clássica de raiz italiana e eu concordo plenamente.
------------------------------------------------------------------------------------------------- Devido a um aumento considerável de tarefas a nível profissional e pessoal eu não vou poder assegurar sempre a cadência certa de postagens no blog. Abandoná-lo é coisa que jamais estará no meu pensamento, porque este blog tem-me permitido fazer uma viagem fascinante pelo universo da música, algo que tem mexido com o meu EU, profundamente. Estou a ponderar ou fazer duas postagens no fim de semana ou uma no fim de semana e outra durante a semana, vamos ver... -------------------------------------------------------------------------------------------------
Hoje proponho-vos uma apresentação musical ao vivo de excelência. Convido-vos a regressar comigo a 27/Jun./1992 para assistirmos no Teatro Waldbühne de Berlim à interpretação de Boléro de Maurice Ravel. Esta peça fez parte do concerto anual de Verão da Berliner Philharmoniker desse ano (Französische Nacht) sob a batuta o maestro Georges Prêtre. Espero que gostem.
Parte I
Parte II
Fiquei deveras contente ao encontrar este vídeo na Internet, pois faz parte do concerto que me deu a conhecer Georges Prêtre (então com 67 anos) e que me levou a ficar seu fã. Estavam passados apenas 3 anos após a morte do mestre Karajan e a Filarmónica de Berlim ainda mostrava as rotinas de disciplina e excelência do seu antigo director. Nas mãos de outro génio como é Georges Prêtre, naquela noite o grande maestro dirigiu o Bolero de Ravel magistralmente e esta interpretação é apenas comparável com aquela que foi feita pela mesma orquestra sob a batuta de Karajan no Concerto da Noite de S. Silvestre de 1985 (quem quiser recordar o link está aqui). Isto é uma opinião estritamente pessoal, obviamente. Uma referência final para a prestação dos violinos, "Heaven on Earth".
Hoje convido-vos a assistir à interpretação de uma famosíssima marcha Berlinense, a Berliner Luft de Paul Lincke, que é a última peça do concerto de Verão de 2006 da Berliner Philharmoniker no Teatro Waldbühne de Berlim e que nesse ano teve a direcção de orquestra a cargo do maestro estoniano Neeme Järvi. Espero que gostem.
Neeme Järvi é um maestro que congrega em si talento e boa disposição. Esta interpretação tem o ritmo e força/brilho dos metais/percussão, que é exigido para uma marcha alemã ser bem tocada.
Ao começo da noite neste dia, exactamente há 20 anos atrás, começava no Berlin Philharmonie o último Silvesterkonzert da Berliner Philharmoniker (31/Dez./1988), dirigido pelo maestro Herbert von Karajan. Convido-vos então a fazer a saída de 2008 com o génio Karajan e numa homenagem mais do que merecida começamos por assistir a um excerto de um documentário onde várias personagens do mundo da música clássica do século XX (alguns têm estatuto de verdadeiras lendas) dão breves opiniões sobre o maestro.
Seguidamente e da peça inicial do concerto,vamos assistir à interpretação do 1º movimento da Sinfonia nº 1 de Sergei Prokofiev (Allegro). Espero que gostem.
Esta sinfonia é lindíssima e sinceramente sugiro vivamente a compra do DVD deste concerto pelo nível genial das interpretações do mesmo. A visão de génio de Karajan observa-se não só na direcção orquestral (desenvolvida já com enorme esforço devido aos graves problemas de saúde que tinha aos 80 anos), mas também nas alterações dos tempos e demais variáveis musicais, que deram um brilho único às peças interpretadas neste concerto.
------------------------------------------------------------------------------------------------- Aproveito para desejar a todos os visitantes do blog uma excelente passagem de ano e que durante 2009 eu possa continuar a merecer o vosso interesse pelas músicas "que vou pondo por aqui".
Uma interpretação fabulosa de uma obra do genial Verdi e Karajan conseguiu interpretar a sua música como poucos. Dentro do que eu conheço, o som que tanto o maestro Karajan como o Georges Prêtre conseguem retirar dos violinos tira-me do sério, parece "vindo das nuvens".
Hoje quero-vos convidar a todos para fechar os olhos e regressarmos a 1993 em Berlim no Teatro Waldbühne para assistir a mais uma apresentação ao vivo do Concerto de Verão da Berliner Philharmoniker (Noite Russa) que naquele ano teve a direcção de orquestra do grande Seiji Ozawa. Assim convido-vos a assistir à interpretação das Danças Polovtsianas do 2º Acto da ópera Príncipe Igor, composta por Alexander Borodin. Espero que gostem.
Estamos indiscutivelmente perante uma interpretação fabulosa desta peça musical. Seiji Ozawa é provavelmente um dos melhores maestros do momento; a Filarmónica de Berlim nas suas mãos transforma-se completamente e tem prestações que a meu ver superam grandemente aquelas que ocorrem sob a batuta do seu actual director artístico.
Numa das salas de concerto mais lindas do Mundo a Filarmónica de Berlim (que teve Karajan como director musical durante 34 anos) transformou-se literalmente e mostrou uma vivacidade e força na interpretação deste movimento como já há muitos anos não se via. O som que Seiji Ozawa conseguiu retirar da orquestra, se assim se pode dizer, foi a meu ver perfeito. Uma apresentação ao vivo de luxo, fazendo justa memória ao génio Karajan.
Neste documentário fiquei finalmente a conhecer a filha do maestro genial, Isabel Karajan e acho realmente emocionante o testemunho de Kissin, relativamente à sua relação com maestro Karajan, então com 80 anos, que o marcou pela credibilidade dos seus julgamentos acerca dele e pela amizade que se desenvolveu entre os dois. Eu tive vários professores com cerca de mais quatro décadas de idade do que eu (e mesmo um que tinha mais 56 anos de idade) e curiosamente foram eles que me ensinaram que o nosso aperto de mão deve ser vigoroso, porque é um elemento fundamental para nos afirmarmos como pessoas de fibra e confiáveis, junto de quem não nos conhece. Evgeny Kissin refere que o 1º aperto de mão do maestro marcou-o e que a amizade verdadeira de uma pessoa pertencente à geração dos avós dele permitiu libertar nele potencialidades dele próprio que nem conhecia. Num paralelo posso dizer que vivi experiências semelhantes às de Kissin e faço minhas as palavras deste grande pianista.
Hoje vamos ouvir uma interpretação de uma peça clássica mexicana, Huapango de José Pablo Moncayo, pela Berliner Philharmoniker, dirigida pelo tenor e maestro Plácido Domingo. Esta apresentação ao vivo faz parte do tradicional concerto de Verão, no Teatro Waldbühne em 2001 (Spanish Night). Espero que gostem.
O Plácido Domingo demonstrou aqui ser um maestro de grande nível, ao dirigir impecavelmente uma peça do país onde ele viveu com seus pais nos primeiros anos da sua vida, o México. "When I rest, I rust." O mote dele deve ser também nosso.
Trata-se a meu ver de um momento mágico, juntaram-se na mesma sala um coro juvenil de luxo, um dos melhores coros adultos da actualidade, uma das melhores orquestras do mundo e um maestro que é simplesmente genial (felizmente aos 75 anos Claudio Abbado ainda nos continua a deliciar com o seu enorme talento para a música, apesar dos seus problemas de saúde).
Um Karajan já com 76 anos marcou este concerto de 31/12/84 com o seu selo de génio na parte de direcção coral e de orquestra. Esta interpretação do Magnificat é um verdadeiro exemplo de excelência em termos musicais. Além disso foi uma oportunidade para ver o maestro Karajan, enquanto pianista virtuoso que era, a tocar ao vivo.